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SOC e Segurança da Informação

May 19, 2025
Eye23
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Background

Com o aumento das ameaças cibernéticas, as empresas precisam de uma ferramenta eficaz para monitorar e gerenciar a segurança cibernética corporativa. O Centro de Operações de Segurança, ou SOC, usado por empresas para proteger seus dados e sua infraestrutura, pode ser essa ferramenta. Com um SOC, as organizações podem adotar uma abordagem holística à Segurança da Informação, identificar possíveis ataques em tempo hábil e minimizar seu impacto sobre a empresa. Vamos explorar esse tema juntos.

O SOC não é um software anônimo, mas sim o conjunto de ferramentas interligadas usado e gerenciado por uma equipe coesa de especialistas em segurança cibernética. A principal vantagem de um SOC é a expertise das pessoas que trabalham nessa unidade, com base na qual a empresa pode tomar decisões sobre o desenvolvimento de um Sistema de Informação. Na prática, o SOC pode ter nomes diferentes: Centro de Controle de Segurança Cibernética, Centro de Operações de Segurança, entre outros. O importante é que essa unidade estrutural desempenhe todas as principais funções de gestão dos Sistemas de Segurança da Informação da empresa.

Principais funções do Centro de Operações de Segurança (SOC)

Vamos dar uma olhada nas funções básicas do SOC.

Primeiro, monitoramento e análise de eventos de segurança. A equipe do SOC deve garantir visibilidade constante da atividade da rede para detectar comportamentos anômalos tanto de objetos externos quanto de objetos dentro do perímetro interno de segurança da empresa. Os sistemas mais usados para monitoramento e análise de eventos são os sistemas de gestão de eventos e informações de segurança, como sistemas SIEM, sistemas de monitoramento de tráfego de rede Network Detection and Response (NDR), sistemas de rastreamento e resposta a ameaças de endpoint EDR/XDR (computadores pessoais, servidores corporativos), sistemas de tratamento automatizado de incidentes SOAR, sistemas de análise de tráfego de rede IDS/IPS para detecção de ataques, anomalias e intrusões, e plataformas de inteligência de ameaças (Threat Intelligence Platforms, TIP).

Segundo, o SOC é usado para detectar e responder a incidentes de Segurança da Informação, analisar ameaças e corrigir prontamente as vulnerabilidades encontradas. Com a ajuda do complexo SOC, os funcionários do departamento de segurança cibernética podem determinar a origem e o escopo de um incidente, avaliar o nível de risco e as possíveis consequências, decidir sobre as medidas de resposta e eliminar o ataque.

Terceiro, o SOC inclui o processo de gestão de vulnerabilidades e ameaças. Trata-se do processo de identificação de pontos fracos no sistema e sua eliminação para garantir a Segurança da Informação contínua da empresa. Em regra, ele se divide em várias etapas: criação de uma base de dados de ativos de informação, identificação dos pontos fracos do sistema, avaliação e priorização das ameaças identificadas, eliminação dos problemas e monitoramento e análise contínuos.

Quarto, atividades de investigação de incidentes de Segurança da Informação e perícia digital. Nesta etapa, uma equipe de especialistas que trabalha na empresa investiga as causas e consequências de incidentes de Segurança da Informação já identificados, coleta e analisa os dados obtidos para minimizar ameaças semelhantes no futuro.

Quinto, participa do suporte à conformidade com requisitos legais e normas de segurança. Por exemplo, a conformidade com os requisitos regulatórios da ISO 27001/2022: Segurança da Informação, Segurança Cibernética e Proteção da Privacidade — Sistemas de Gestão de Segurança da Informação.

 Componentes do SOC

Um centro de monitoramento e controle de segurança cibernética SOC é composto por três componentes principais: pessoas, processos e tecnologia.

  • Pessoas como elo fundamental em todas as operações e atividades para gerenciar os processos e as tecnologias usados para garantir a Segurança da Informação. Isso inclui especialistas em segurança cibernética da empresa, analistas, engenheiros, responsáveis por resposta a incidentes etc.

  • Processos — como todos os procedimentos padronizados de resposta a eventos de Segurança da Informação (auditoria, gestão de atualizações e acessos, políticas de segurança, planos de resposta a incidentes etc.).

  • Tecnologia — todas as ferramentas usadas para garantir a segurança da informação na empresa, tanto no perímetro externo quanto no interno. Isso inclui UEBA, sistemas SIEM, IDS/IPS, sistemas DLP, EDR e outros elementos.

Tipos de SOC

Existem três tipos principais de SOC:

  1. SOC interno (In-house). Um centro de segurança empresarial criado e usado dentro de uma empresa, proporcionando controle total sobre os recursos de informação. O SOC interno se caracteriza pelo consumo de recursos financeiros e de mão de obra significativos, além da responsabilidade total recair sobre os funcionários da empresa;
  2. SOC externo (MSSP ou Managed Security Service Provider). É um modelo de terceirização em que os serviços de SOC são prestados por uma empresa especializada contratada pela empresa principal. É a opção intermediária, em que a empresa não lida diretamente com a Segurança da Informação, mas utiliza os recursos e a expertise de fornecedores de serviços contratados;
  3. SOC híbrido. Combina elementos de um SOC interno com serviços de um provedor externo, permitindo que a empresa mantenha controle sobre processos críticos ao mesmo tempo em que aproveita a expertise e a escala de um parceiro especializado.

 Papel do sistema DLP no SOC

Os sistemas DLP desempenham um papel fundamental no trabalho do Centro de Operações de Segurança. É graças a esse conjunto de programas que se garante a prevenção de vazamentos de dados confidenciais dentro da rede corporativa. Os sistemas DLP controlam a transferência de informações dentro da empresa, detectam comportamentos anômalos de usuários e ajudam a minimizar os riscos associados a vazamentos de dados por qualquer um dos seguintes motivos: atividade de insiders, desatenção ou erros de funcionários, destruição ou modificação deliberada de dados.

O princípio básico dos sistemas DLP é analisar e controlar o fluxo de dados dentro de uma empresa. Isso é alcançado rastreando o maior número possível de caminhos de dados, incluindo e-mail, mensageiros, redes sociais, comunicação por áudio e vídeo, além de unidades externas e armazenamento em nuvem.

Uma vantagem importante dos sistemas DLP também é sua disponibilidade e capacidade de integração com outras ferramentas do SOC. Isso permite combinar as análises de eventos de segurança, aumentando a eficácia geral das defesas em vigor. Com essa integração, é possível responder a incidentes mais rapidamente, identificar ameaças internas e automatizar investigações de incidentes usando perícia digital.

O SOC inclui a gestão de vulnerabilidades e ameaças: identificação de pontos fracos de segurança e sua correção para garantir a resiliência da empresa. Os sistemas DLP, por sua vez, desempenham um papel importante nesse processo devido à sua capacidade de investigar incidentes de SI já registrados. Usando o Anexet Ultimate como exemplo, as investigações podem utilizar registros detalhados de eventos, análises de atividade dos usuários, painéis visuais e ferramentas úteis para perícia digital. Há até mesmo um módulo dedicado exclusivamente a investigações.

Os sistemas DLP são parte integrante do SOC, pois seu uso pode minimizar os riscos de vazamentos de dados e proteger as informações sensíveis da empresa.

Principais desafios e problemas do SOC

Com a digitalização em rápido crescimento e o número cada vez maior de ataques cibernéticos, os centros de monitoramento de segurança estão se tornando parte integrante das defesas cibernéticas das organizações. Eles são responsáveis por monitorar, detectar, analisar e responder a incidentes de segurança da informação. No entanto, apesar de sua importância e eficácia, os SOCs enfrentam uma série de desafios sérios que podem prejudicar seu desempenho e dificultar a detecção de ameaças em tempo hábil.

Os avanços tecnológicos, os serviços em nuvem, a Internet das Coisas (IoT) e os ataques sofisticados multivetoriais estão tornando as abordagens tradicionais de segurança cibernética insuficientes. As empresas são forçadas a adaptar seus SOCs implementando novas ferramentas e estratégias para combater as ameaças. Nesse contexto, existem vários desafios importantes que os SOCs modernos enfrentam.

Os principais desafios do Centro de Operações de Segurança consistem nas seguintes questões.

Grande volume de dados e complexidade do processamento de eventos

Os SOCs modernos trabalham com enormes fluxos de dados vindos de múltiplas fontes: sistemas SIEM, registros de rede e de servidores, softwares antivírus, sistemas de detecção de intrusão (IDS/IPS) e outros. O número de eventos de segurança pode chegar a milhões por dia, tornando-os difíceis de processar e filtrar. Sem mecanismos eficazes de correlação de eventos e priorização de incidentes, os analistas do SOC correm o risco de ficar sobrecarregados e deixar passar ameaças verdadeiramente críticas.

Falta de especialistas qualificados

A segurança cibernética enfrenta uma significativa escassez de talentos, especialmente entre analistas de SOC experientes, com o conhecimento e as habilidades necessários para identificar ataques complexos. A alta carga de trabalho das equipes de SOC existentes aumenta o risco de erro humano, os tempos de resposta a incidentes e a complexidade do processo de investigação e correção de ameaças.

Ameaças cibernéticas modernas e a dificuldade de detectá-las

Os cibercriminosos estão constantemente evoluindo suas táticas de ataque, usando engenharia social, malware, ataques à cadeia de suprimentos, exploração de vulnerabilidades de dia zero e outras técnicas sofisticadas. Os métodos tradicionais de detecção baseados em assinaturas já não conseguem detectar novas ameaças, exigindo que os SOCs implementem tecnologias avançadas, como análise comportamental, correlação de dados e busca proativa de ameaças (threat hunting).

Automação e aprendizado de máquina no SOC

Em um SOC sob alta pressão, é fundamental automatizar os processos de detecção e resposta a incidentes. A inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina (ML) podem analisar grandes volumes de dados, detectar anomalias no comportamento de usuários e sistemas e prever possíveis ameaças. No entanto, sua implementação exige investimento significativo, ajuste adequado dos modelos e monitoramento constante de sua eficácia.

Integração do SOC com os processos de negócio

É importante que a segurança cibernética não exista de forma isolada, mas sim esteja intimamente ligada aos objetivos gerais de negócio da organização. A falta de sincronização entre o SOC e os principais processos da empresa pode levar à má alocação de recursos, subestimação de riscos e atrasos na tomada de decisões.

Conformidade com requisitos regulatórios

As empresas devem cumprir várias normas e regulamentações (GDPR, ISO 27001, NIST, PCI DSS etc.), o que impõe responsabilidades adicionais ao SOC. Além de detectar e corrigir ameaças, elaborar relatórios, realizar auditorias e demonstrar conformidade perante os órgãos reguladores é uma tarefa demorada e custosa.

Tendências e características

Vamos dar uma olhada em quais serão as áreas mais urgentes de desenvolvimento do SOC nos próximos anos.

Uso de inteligência artificial e aprendizado de máquina

Hoje, o desenvolvimento de ferramentas que usam inteligência artificial para automatizar processos é particularmente relevante. Essa tecnologia também pode ser aplicada na organização do perímetro de segurança da empresa como parte do trabalho do SOC em diversas áreas, desde a coleta de estatísticas de incidentes e análise de ameaças até a correlação de eventos, a detecção de anomalias no comportamento dos usuários e a prevenção automática de ataques.

Automação dos processos de resposta

Hoje, a tendência de automação máxima dos processos em todas as esferas é relevante. Esse tema é relevante porque permite reduzir os custos financeiros e de mão de obra na manutenção de um determinado processo, além de minimizar o impacto do fator humano. A automação dos processos de resposta no SOC permite reduzir significativamente o tempo de investigação de incidentes de segurança, além de aumentar a eficiência e a rapidez na resposta às ameaças identificadas. Ao mesmo tempo, a carga sobre os profissionais de segurança cibernética, cujas funções ficam limitadas a ajustar os processos automatizados em vez de exigir que acompanhem todo o ciclo de segurança da empresa, é significativamente reduzida. 

SOCs em nuvem

A escalabilidade e a flexibilidade das soluções de segurança baseadas em nuvem têm sido valorizadas pelos profissionais de segurança cibernética e já estão firmemente incorporadas nos SOCs. As plataformas em nuvem centralizam o monitoramento de eventos em toda a empresa, simplificam a gestão de ativos digitais e aceleram a implantação de novas ferramentas de segurança, incluindo sistemas DLP.

Desenvolvimento do Threat Hunting

Threat Hunting é a busca proativa de ameaças e a prevenção de ataques à empresa. Os analistas do SOC seguem os princípios fundamentais do Threat Hunting: proatividade, análise de hipóteses de Segurança da Informação, análise de dados, correlação de eventos, automação e ML. O Threat Hunting é usado para identificar estágios iniciais de ataques, mitigar danos, detectar novas ameaças, melhorar a higiene cibernética geral da organização e aumentar a consciência dos analistas do SOC sobre ataques reais.

Nos SOCs, o Threat Hunting frequentemente complementa os métodos tradicionais de monitoramento e resposta, prevenindo ataques cibernéticos em seus estágios mais iniciais.

O aumento dos ataques a IoT e a crescente importância de proteger esses tipos de dispositivos

Nos últimos anos, houve um aumento acentuado nos ataques cibernéticos a objetos de IoT. Isso se deve ao número crescente de dispositivos IoT conectados, incluindo sensores industriais, controladores e dispositivos médicos, à expansão das vulnerabilidades em sistemas SCADA e controladores lógicos programáveis, à falta de proteção cibernética básica em muitos dispositivos e ao uso de protocolos de comunicação antigos sem proteção integrada.

Para proteger infraestruturas críticas, as empresas estão começando a adaptar seus SOCs para trabalhar com dispositivos IoT. Isso envolve o monitoramento de ameaças específicas a IoT, a implementação de plataformas SIEM especializadas para sistemas industriais, a realização de análises comportamentais de dispositivos IoT e segmentação de rede, e a integração de sistemas ICS/SCADA ao panorama geral de segurança cibernética.

Tecnologias quânticas e seu impacto na segurança

A empresa deve considerar os riscos de ataques de computação quântica, se preparar para essas ameaças e desenvolver algoritmos de criptografia pós-quântica.

Conclusão

O SOC desempenha um papel importante na proteção das organizações contra ameaças cibernéticas. Sua evolução caminha em direção à automação, ao uso de IA e à integração com diversas ferramentas de segurança, incluindo DLP. As empresas que investem na construção e no aprimoramento de SOCs colhem benefícios significativos na proteção de dados e infraestrutura.

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