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Phishing — principais tendências em 2025

June 26, 2025
Eye23
Book11 min
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O phishing é a praga do século XXI! Parece exagero? Mas é a realidade. Hoje, quase todo mundo já se deparou com essa ferramenta fraudulenta, e a maioria dessas pessoas já caiu vítima do phishing. Como os golpistas trabalham? Quais são as técnicas mais eficazes? E, o mais importante – como combater isso?

Algumas estatísticas

2022 foi o ano em que começou a revolução da IA no mundo, que se fortaleceu ainda mais com o surgimento do GPTChat da OpenAI. Os fraudadores rapidamente perceberam que tinham em mãos uma ferramenta quase ilimitada para analisar e filtrar informações. Isso resultou em ataques de phishing mais sofisticados e direcionados do que nunca. Algoritmos de inteligência artificial são usados para analisar e direcionar dados, identificar e explorar vulnerabilidades e analisar técnicas de evasão.

Desde 2020, houve um aumento de quase 95% na atividade de phishing e fraudes, com sistemas de segurança identificando quase 2 milhões de sites fraudulentos por mês. A IA contribuiu para grande parte desse crescimento. Houve um aumento recorde na atividade de phishing em cerca de 20 países. O registro de novos domínios de phishing está em alta nesses lugares, e, na maioria das vezes, essa tendência coincide com o padrão geral de crescimento desse tipo de fraude no país.

Os 10 países com mais domínios de phishing são os Estados Unidos (4,89 milhões de registros), Alemanha (1,153 milhão de registros), Canadá (0,498 milhão de registros), Rússia (0,414 milhão de registros) e Reino Unido (0,3 milhão de registros). Holanda, França, Austrália, China, Singapura e Holanda ocupam do 6º ao 10º lugar, respectivamente.

Principais tendências de phishing em 2025

Ataques direcionados a instituições com grandes volumes de informações sensíveis (bancos, empresas financeiras, startups, empresas de tecnologia, representantes de negócios).

Falsificação de sites de phishing para parecerem marcas conhecidas. Mais de 6,000 desses casos foram registrados em 2023, e mais de 100 marcas foram afetadas por essa atividade.

Os feriados são o momento favorito para golpes de phishing. As pessoas gastam mais, estão focadas em lazer e relaxadas, o que reduz sua atenção.

Os hackers estudam crises sociais e econômicas e criam suas estratégias com base nesses temas em alta.

Enquanto em 2023 os invasores usavam principalmente modelos GPT para gerar malware, e-mails de phishing e enganar usuários, em 2025 a escala e o nível de automação dos ataques aumentaram significativamente.

Em 2024-2025, ferramentas especializadas baseadas em diversos LLMs (modelos de linguagem de grande porte), incluindo GPT-4/4.5, Claude da Anthropic, Gemini do Google e Mistral — usadas para criação de spyware, geração de cenários de engenharia social e automação de ataques via API — começaram a se proliferar em fóruns clandestinos. Alguns modelos são adaptados para burlar sistemas antifraude, gerar diálogos realistas, falsificar documentos e coletar informações de fontes públicas.

Ferramentas específicas permitem que hackers "treinem" modelos com correspondências roubadas ou dados corporativos, tornando os ataques ainda mais direcionados e perigosos.

Até 2025, a IA está se tornando um elemento-chave no arsenal dos cibercriminosos, e não apenas um recurso auxiliar. Combater essas ameaças exige o desenvolvimento de soluções especializadas para rastrear e bloquear conteúdo malicioso gerado por IA, além de controles mais rígidos de acesso a modelos de linguagem avançados.

Segundo dados de 2024-2025, Cloudflare, Amazon Web Services (AWS), Google Cloud, Microsoft Azure, bem como SEDO GmbH, Namecheap, Unified Layer, DDOS-GUARD, entre outros, são amplamente utilizados. O número de recursos maliciosos hospedados por meio desses serviços chega a milhões. Os criminosos se aproveitam da facilidade de registro, da alta confiabilidade e da confiança nessas marcas, o que dificulta a identificação das ameaças.

Os invasores continuam usando zonas de domínio populares e confiáveis, como .com, .org, .net, além de variantes nacionais e pseudo-cirílicas, como .ru, .ру, .рф. O u.so de novos TLDs, como .app, .xyz, .online e .zip também está em ascensão, especialmente em campanhas de phishing e malvertising.

Especialistas ressaltam que o simples fato de um site pertencer a um domínio ou hospedagem conhecidos não garante mais sua segurança. Links de phishing e maliciosos são cada vez mais disfarçados como recursos legítimos, incluindo subdomínios e réplicas de marcas reais. Mesmo que o link pareça familiar, não baixe a guarda. O uso de extensões para verificar a reputação de um site e soluções antivírus com função de análise de URLs continua sendo uma medida de proteção relevante.

Os ataques de personificação vêm crescendo nos últimos anos, quando cibercriminosos usam a confiança e a autoridade de indivíduos para obter acesso fraudulento a informações sensíveis ou recursos financeiros. Isso pode variar desde o uso de personalidades conhecidas (Elon Musk, por exemplo) até phishing direcionado a empresas (personificando comunicações de executivos, altos gestores e analistas, personificando reguladores, e assim por diante):

  • os golpes serão mais direcionados, atendendo às necessidades pessoais de cada vítima graças à capacidade de avaliar sua pegada digital na web com o auxílio da inteligência artificial. Você terá a sensação de exclusividade da oferta e, além disso, graças à pressão direcionada e à ênfase na dor, ficará mais apressado e reduzirá sua atenção, o que joga a favor dos golpistas;

  • deepfake. Muitas pessoas já viram vídeos de qualidade e veracidade impressionantes feitos com tecnologia deepfake. Essa tecnologia já é usada por golpistas de phishing para torná-los o mais realistas e convincentes possível. É possível falsificar uma voz, um vídeo, e conquistar a confiança de uma vítima em potencial;

  • ataques à cadeia de suprimentos. Os invasores estão cada vez mais mirando fornecedores e parceiros terceirizados para obter acesso à rede de uma organização. Por isso, é fundamental que as empresas protejam toda a cadeia de suprimentos e verifiquem até mesmo contatos de longa data;

  • smishing e vishing. Novos tipos de phishing: smishing e vishing. Os golpistas não se limitam mais aos envios de e-mail padrão. Agora eles fazem ligações telefônicas (vishing) e enviam SMS (smishing). Você provavelmente já recebeu essas ligações antes, já que essa é a tendência mais forte do momento no mundo;

  • uso de redes sociais populares. Uma fonte frequente de ameaça são as redes sociais. Telegram, WhatsApp e Snapchat são especialmente populares, já que muitas empresas oficiais se comunicam com clientes por lá.

Quais são as regras básicas de proteção contra phishing a seguir?

Existem regras básicas de segurança digital que também funcionam contra o phishing. Para evitar se tornar vítima de golpistas, você precisa:

  • verificar as URLs dos sites que visita. Até mesmo uma diferença de 1 letra é motivo para evitar o acesso. É exatamente assim que o phishing funciona – explorando sua falta de atenção;

  • não clicar em anexos de e-mail suspeitos, mesmo que o e-mail tenha vindo de um contato seu. Em caso de dúvida, é melhor confirmar por outro meio se realmente veio de um número conhecido. Afinal, a conta pode simplesmente ter sido invadida.

Encerrar a sessão em todos os dispositivos no aplicativo se detectar atividade suspeita na sua conta. Atualize suas configurações de segurança.

Não ignore as atualizações de software recomendadas, pois elas também atuam contra ameaças cibernéticas.

Não use redes Wi-Fi públicas, especialmente ao acessar aplicativos com informações sensíveis (internet banking, carteira de criptomoedas, serviço de pagamento).

Proteja suas contas com autenticação de dois fatores. Essa é a ferramenta antiphishing mais simples e eficaz disponível.

A Anexet alerta: o problema do phishing não é tão passageiro e simples quanto pode parecer à primeira vista. É uma verdadeira mina de ouro para golpistas, e eles se aproveitam disso. Fique atento e proteja seus dados o máximo possível.

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